PROG SELECTION

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Pérolas da Música Progressiva de todas as eras.
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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Genesis - Nursery Cryme [1971] [2013 Japan Mini LP SHM-CD Edition] - United Kingdom / Reino Unido


Uma das obras mais cultuadas e celebradas dos anos 70 e da história do Rock Progressivo é o terceiro álbum do Genesis, lançado em 1971, "Nursery Cryme". A história é a seguinte: o grupo que, na época contava com a liderança de Peter Gabriel, havia conseguido se livrar das amarras de produtores que queriam direcionar o som deles, como aconteceu com o infeliz primeiro álbum. Eles conseguiram obter relativo sucesso com seu segundo álbum, voltado ao som progressivo, "Trespass", porém, o baterista John Mayhew era considerado pouco técnico para os projetos ambiciosos da banda; entra em cena um jovem Phil Collins. Em outra reviravolta, o guitarrista Anthony Phillips havia deixado o grupo para estudar música clássica, conseguindo lançar em alguns anos, álbuns de sucesso como "The Geese and the Ghost"; entra em cena o guitarrista Steve Hackett, após um breve período da banda com Mick Barnard substituindo Phillips. Estava formada a equipe pioneira da banda.

Sendo assim, o grupo precisava de um sucesso estrondoso, algo que chamasse a atenção. A resposta veio na imagem bizarra de uma enfermeira, em um campo de críquete, com um arremessador ensanguentado nas mãos em posição de rebatedora e cabeças espalhadas pelo campo. A bizarrice era tamanha que todos queriam ver do que se tratava. Talvez você possa pensar que o grupo havia perdido a cabeça após tantos problemas, mas a verdade é que o Genesis havia elaborado uma grande obra-prima de sua discografia, músicas desafiadoras com um trabalho instrumental impecável e lírica riquíssima e elaborada. Este é o "Nursery Cryme".

O disco abre com um épico baseado em uma história escrita por Peter Gabriel, "The Musical Box". Sendo um enorme fã da obra poética de William Blake e dos contos de Lewis Carroll, Gabriel conta a história surreal de um casal de garotos, Cynthia e Henry, que moravam em uma casa de campo. Cynthia mata Henry com um martelo de críquete, decepando a cabeça do menino. Anos depois, ela encontra a caixinha de música dele e, ao abrí-la, vê o espírito de Henry dentro da caixa. Conforme Henry vai envelhecendo rápido, para compensar os anos que esteve longe de Cynthia, ele a manipula a ter relações sexuais com ela, ao mesmo tempo que o espírito experimenta uma vida inteira de prazeres sexuais em questão de minutos. Quando os dois estão prestes a entrelaçarem-se, chega a enfermeira que atira a caixinha de música em Henry, destruindo ambos. A ilustração da capa do disco é justamente um desenho de Cynthia. A música passa por mudanças de andamento muito interessantes, começa suave, gradativamente ganha força, retoma a suavidade e termina em um furioso ato final. Esta primeira faixa guarda reminiscências musicais de uma composição do grupo chamada "Manipulation", que teve sua gênese melódica ainda no período anterior da banda, com Anthony Phillips. Nela, Gabriel toca flauta e oboé nas partes calmas.

Outro destaque de grande importância é a terceira faixa, "The Return of the Giant Hogweed". É sobre uma erva que foi trazida da Rússia para a Inglaterra por um explorador e levada aos Jardins Reais de Kew. A erva se chama Heracleum mantegazzianum, e ela causa a ira das criaturas herbicidas que acabam querendo vingança. O trabalho instrumental aqui é único, com variações melódicas hora andantes e hora agressivas e rápidas, configurando todo um clima épico para a história.

E não podemos esquecer de um outro grande destaque do álbum, "The Fountain of Salmacis", presença em muitas das apresentações da época. É uma das composições mais herméticas e complexas do Genesis. A letra, também singular, fala sobre a ninfa do título que se envolve em um caso amoroso com o deus Hermafrodito, filho dos deuses Hermes e Afrodite. De acordo com a lenda, Hermafrodito amaldiçoou as águas do Monte Ida, de forma que, quem se banhasse nelas, viraria um ser hermafrodita, ou seja, um ser de ambos os sexos. Uma das composições mais desafiadoras e interessantes da era Peter Gabriel que fecha o terceiro álbum do grupo e os leva ao estrelato.

Passado o material mais importante, há também outras coisas bastante interessantes e que fazem deste disco um grande clássico de seu gênero. "For Absent Friends" é uma curta e doce canção sobre duas pessoas viúvas indo à igreja rezar por seus falecidos amores; é a primeira canção do Genesis onde Phil Collins assume os vocais sozinho; com a ausência de bateria na canção, Collins tem total liberdade para sair de seu kit e cantar. "Seven Stones", que foi influenciada por uma composição do grupo inglês King Crimson. Tony Banks até acabou comprando um mellotron específico do Crimson para uso em várias outras músicas do Genesis. Conta sobre um velho muito esperto e aproveitador que se sobressai acreditando na sorte e na inocência de suas vítimas.

"Harold the Barrel" é a primeira vez que o Genesis insere timidamente humor em suas composições. Conta a investigação para encontrar um dono de restaurante que desapareceu e acabou cometendo suicídio se jogando da janela. Os arranjos são animados apesar da lírica pesada, quem vê Harold pela janela fica pedindo a ele para descer, vem até gente dizendo para ele que a BBC estava chegando e tudo acaba abruptamente quando Harold abandona o recinto pela janela e o piano de Banks vai dando as últimas e melancólicas notas. Finalmente, "Harlequin" tenta pintar um quadro de uma figura surrealista cheia de cores mas com componentes cinzentos que indicam algum tipo de distúrbio, algo que não pertence àquele quadro. A música não agrada tanto Mike Rutherford que diz ter tentado chegar perto de demonstrar a dinâmica que ele e seu parceiro dos discos anteriores, Anthony Phillips, tinham com as harmonizações no violão, tocando um 12 cordas para alcançar o efeito. De forma geral, Rutherford confessa que "Nursery Cryme" foi um álbum bem difícil de se compor.

E levando em consideração o resultado final, percebe-se o motivo de tal afirmação. É um disco melódico, hermético por várias vezes, cheio de passagens interessantes, os estreantes Steve Hackett e Phil Collins dão tudo de si para fazerem este material brilhar mais ainda junto aos integrantes antigos da banda, a dinâmica do grupo é bastante natural e reflete um momento de pura inspiração. Em conclusão, um álbum que qualquer amante de música progressiva precisa escutar. Ele faz parte de um contexto em uma época de grande efervescência do gênero Progressivo, onde as bandas tentavam sempre se sobressair em suas experimentações. Após dois discos com vários problemas internos, sendo que apenas um deles realmente se sobressaiu, o Genesis finalmente estabiliza sua formação pioneira e realiza uma grande obra-prima.

Resenha por:


Tracks:
01. The Musical Box
02. For Absent Friends
03. The Return of the Giant Hogweed
04. Seven Stones
05. Harold the Barrel
06. Harlequin
07. The Fountain of Salmacis

Musicians:
- Tony Banks / organ, mellotron, piano, electric piano, 12 string guitar, voices 
- Phil Collins / drums, voices, percussion, lead vocals(2) 
- Peter Gabriel / lead voice, flute, tambourine, bass drum 
- Steve Hackett / electric and 12 string guitar 
- Mike Rutherford / bass guitar, bass pedals, 12 string guitar, backing vocals

Format: mp3 (320 kbps) = 108 mb

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Genesis - Trespass [1970] [2013 Japan Mini LP SHM-CD Edition] - United Kingdom / Reino Unido


O fracasso de "From Genesis to Revelation" deprimiu os membros do Genesis, mas não selou seu fim. Pelo contrário; até ganharam contrato num selo novo, Charisma Records, de Tony Stratton-Smith, que se tornaria empresário da banda até praticamente sua morte, em 1987. As mudanças não pararam aí. O baterista John Silver foi dispensado. Pouco se sabe sobre ele após sua saída. Em 1973, Anthony Phillips, Mike Rutherford e Phil Collins gravaram homenagem intitulada "The Silver Song", que apareceu em diferentes versões, em álbuns-pirata da banda ou discos-solo de Anthony. Silver foi substituído por John Mayhew.

Bem situados, os jovens contaram com a ajuda dos pais pra alugar uma casa no campo inglês e trabalhar no material pro segundo álbum. Esse tempo para compor e ensaiar foi vital. Deve ter sido então que Rutherford e Phillips desenvolveram o trabalho de cordas sobrepostas, marca d’água dos álbuns da primeira metade setentista.

Tony Banks teve acesso a teclados mais modernos, como o Hammond e o Mellotron, basilares pra sonoridade de várias bandas progressivas, especialmente as que, como o Genesis, enveredaram pro Rock Sinfônico, mas sem deixar de lado influências Folk e medievais.

"Trespass" foi gravado entre junho e julho de 1970, no Trident Studios, em Londres, produzido por John Anthony, que deu maior liberdade aos genesianos.

Não faltam fãs que digam que esse é o primeiro álbum do Genesis; "From Genesis to Revelation" não passando dum erro ou álbum de outra banda. Embora não descarte o álbum de estreia, não posso discordar de que "Trespass" soa como se fosse de outra banda. Ainda não é o Genesis de "Nursery Crime" porque Mayhew era um baterista medíocre, mas já é um bom álbum Prog, contendo pelo menos um clássico: "The Knife", a faixa mais agressiva. O resto de "Trespass" tem forte influência de new Folk, muito comum em bandas Prog da época, como a esquecida LINDISFARNE. As harmonias vocais, os arranjos delicados, os teclados melancólicos conferem um ar de pastoralismo bucólico, que, por horas se tinge de medievalidade de conto de fadas ou fica raivoso. A duração das canções atesta a guinada Prog: a mais curta é a agridoce e quase-desesperançada "Dusk" (4:13), com sua tintura Folk e delicada interconexão entre cordas e flauta, tocada por Gabriel pela primeira vez. As demais faixas têm pelo menos 6:30 minutos cada.

O álbum abre com "Looking for Someone", com a voz meio rouca tomando à frente, e depois apoiada pela guitarra meio chorona de Phillips, numa letra que fala sobre alguém tentando encontrar sentido em um mundo sem nenhum. A canção já tem as características mudanças de andamento e ritmo que agradam tanto a certa ala de fãs de Rock Progressivo. Cada músico tem chance de mostrar o que sabe nos 7 minutos, que variam ente delicadeza e semi-agressividade. Banks consegue timbres até então inalcançados nos teclados. Só a bateria muito discreta deixa a desejar. Folk, elementos operísticos, Rock. A fórmula genesiana em treinamento para atingir o topo da montanha nos próximos álbuns.

Em "White Mountain", o Genesis tem sua própria montanha, branca, que será tingida de vermelho devido a uma guerra entre lobos. Clima de conto de fadas medieval, um deslumbre que oscila entre o ligeiro, o madrigal e o marcial para narrar a história do lobo insurgente, condenado à morte e estraçalhado, revelando uma montanha vermelha ao amanhecer. Gabriel com sua primeira letra gráfica a ponto de evocar uma imagem mental perfeita da cena. Nessa faixa, o cantor começa a experimentar com alterações nos vocais, tratando-os com tecnologia. A sentença de morte de Fang é cantada numa voz meio arrepiante. O assobio final, depois do massacre na montanha, devolve a frialdade à Montanha Branca. Uma pérola subestimada.

"Visions of Angels" começa com um solo pianístico de derreter o coração e imagens de anjos dançando no céu. O clima de aurora de maior parte da melodia envolve uma letra que questiona a onipotência e onipresença divina, que parece ter sido abdicada pela própria divindade que “desistiu deste planeta e de seu povo há muito tempo”. Mas, no fundo, o problema é que o narrador não consegue entender a ausência da amada. Dizem que Anthony estava apaixonado pela esposa de Gabriel, sem que o cantor soubesse, por isso a letra. Vai saber, mas, de qualquer modo, é uma letra sombria disfarçada por uma melodia matinal. "Stagnation" não faz questão de esconder sua melancolia, porém.

A canção mais famosa do álbum é "The Knife", única do "Trespass" presente no repertório de shows por alguns bons anos. A letra fala dum revolucionário que quer levar a liberdade a seu povo, ainda que isso custe a vida de alguns: “some of you are going to die/martyrs, of course, to the freedom that I shall provide”. É uma montanha-russa, com momentos lentos de subida para depois lançar o ouvinte numa descida vertiginosa, especialmente a partir do quarto minuto, quando se começa a criar o clima pra gritaria e rajadas de metralhadora e guitarra um minuto depois. Que falta faz o talento de Phil Collins, que esmurrou tanto a bateria em anos de carreira que agora tem as mãos quase inutilizadas! "The Knife" é um monumento do Progressivo Sinfônico, sem dúvida.

A despeito de tanto progresso, "Trespass" não fez sucesso. Pelo menos não nos EUA ou na Inglaterra (curiosamente, o álbum ficou em 98 no Hot 100 durante uma semana em 1984). Na Europa continental a história foi diferente, iniciando uma relação de sucesso com países como a Itália, onde a banda foi copiada à exaustão. Na Bélgica, o segundo álbum do Genesis chegou ao topo da parada, ocasionando o primeiro convite para tocar fora do natal Reino Unido.

Antes de cruzar o Canal da Mancha, a banda tinha que achar um guitarrista e um batera. Descontentes com Mayhew, suas baquetas foram dispensadas após a gravação de "Trespass". Ele permaneceu anos incógnito até ser descoberto na Austrália, onde se tornara carpinteiro. Morreu do coração em 2009, no dia 26 de março, véspera de seu aniversário.

O caso de Anthony Phillips foi distinto. Músico de primeira e responsável pela sonoridade que acompanharia o grupo mesmo após sua saída, Anthony sofria de fobia de palco, a qual estava afetando sua saúde. Seguindo ordens médicas, abandonou o Genesis e seguiu carreira solo prolífica, mas discreta.

Quando "Trespass" foi lançado, em outubro de 70, os 2 músicos já não mais faziam parte do Genesis e seus postos haviam sido preenchidos. Iniciar-se-ia o “período clássico”.


Tracks:
1. Looking For Someone (7:06)
2. White Mountain (6:42)
3. Visions Of Angels (6:50)
4. Stagnation (8:48)
5. Dusk (4:13)
6. The Knife (8:56)

Musicians:
- Peter Gabriel / lead voice, flute, accordion, tambourine and bass drum
- Anthony Phillips / acoustic 12-string, lead electric, dulcimer, voices
- Anthony Banks / organ, piano, Mellotron, guitar, voices
- Michael Rutherford / acoustic 12-string, electric bass, nylon, cello, voices
- John Mayhew / drums, percussion, voices

Format: mp3 (320 kbps) = 115 mb

sábado, 15 de agosto de 2015

Caravan - Caravan & The New Symphonia - The Complet Concert [1974 / 2001] - United Kingdom / Reino Unido


Caravan decidiu após o sucesso de seu álbum, "For Girls Who Grow Plump In The Night" gravar um concerto ao vivo que consistia de uma orquestra que foi usada em todo o álbum "For Girls ...". Se você tiver o álbum original, você vai ter o que passou a ser a metade do álbum. A nova versão remasterizada tem tudo o que aconteceu naquela noite em outubro de 1973. A banda entrou no palco e tocaram algumas poucas faixas do novo álbum menos a orquestra. Os teclados de Dave Sinclair brilham, intensamente na maioria das faixas, (pelo menos ele não se limitou a realizar um cópia exata do seu trabalho em estúdio). A bateria de Coughlin também se destaca tanto na parte pré-orquestra quanto na segunda metade com orquestra. Quando a orquestra sobe ao palco as coisas realmente começam a ferver. Desde o início, "The Love In Your Eye" é a beleza encarnada. As cordas combinam perfeitamente com canto delicado de Pye. E os metais! é o Céu na Terra. As duas canções seguintes foram escritas literalmente naquele dia, com as letras feitas apenas horas antes do show começar. Ambas as canções retornam aos seus primeiros dias da banda com "Virgin on the Ridiculous" abrigando mais poder instrumental, especialmente com as teclas lastreadas em fuzz poderosos de Sinclair. No entanto, é a enésima versão ao vivo de "For Richard" que deve ser o chamariz para se comprar o disco. E tem grande chance de ser a versão mais potente, com a ajuda da orquestra ao fundo. O volume e a potência ficam tão altos que até o final da música que vai faltar o ar ao esperar uma colisão estrondosa. É o que você quer de uma tal fusão de instrumentos e muito mais! O disco termina com um bis com a orquestra que quase não aconteceu, (normas sindicais). Mas "Hunting We shall Go" é outra faixa extra e vale a pena. Ah, e devo mencionar violino de Richardson. ele é sua arma secreta, sem dúvida. Vou terminar dizendo, um disco ao vivo maravilhosamente bem feito com uma versão de "For Richard" que deve ser ouvida. Bom show pessoal!


Tracks:
1. Introduction by Alan Black/Memory Lain, Hugh Headloss (11:00) 
2. The Dog, the Dog, He's at It Again (6:36) 
3. Hoedown (3:54) 
4. Introduction (6:49) 
5. The Love in Your Eye (12:49) 
6. Mirror for the Day (4:29) 
7. Virgin on the Ridiculous (7:57) 
8. For Richard (14:18) 
9. A Hunting We Shall Go (10:23) 
Time: 78:17

Musicians:
- Richard Coughlan / drums 
- Jimmy Hastings / flute, alto saxophone 
- Pye Hastings / vocals, guitar 
- John G. Perry / bass, vocals 
- Morris Pert / percussion 
- Geoff Richardson / electric viola 
- David Sinclair / keyboards 

With:
- The New Symphonia: Vicky Brown, Tony Burrows, Helen Chappelle, Robert Lindop, Margot Newman, Danny Street, Liza Strike / backing vocals

Format: flac (tracks) = 469 mb
Format: mp3 (320 kbps) = 182 mb

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Sebastian Hardie - Four Moments [1975] - Australia


Belíssimo trabalho desta banda australiana. Em linhas gerais ele é um progressivo sinfônico, bastante melódico, onde alguns temas são retomados de modo sutil. Esta é a razão do título pois, "Glories Shall Be Released", "Dawn of Our Sun", "Journey Through Our Dreams" e "Everything Is Real" compõem e formam os quatro momentos.

Predomina o instrumental mas os segmentos cantados são muito agradáveis de se ouvir. Com instrumentação clássica, bastante equilíbrio entre os solos de guitarras e teclados, além de timbragems características do gênero, "Four Moments", revela-se um trabalho tecnicamente muito homogêneo. Predominam temas lentos, mas não só. "Rosana" e "Openings" fecham o disco com muita influencia do Focus, principalmente em "Openings". A influencia do progressivo inglês no trabalho da banda é notória e a beleza de suas composições neste trabalho provem da simplicidade das melodias e de progressões harmônicas clássicas e já bastante exploradas por inúmeros grupos que os influenciaram. Se você aprecia o tradicional progressivo britânico com influencia do Focus e do Camel este album é o que podemos chamar de imperdível.



Tracks:
1. Four Moments [1 Glories Shall Be Released (6:40) 
2. Dawn of Our Sun (5:06) 
3. Journey Through Our Dreams(6:43) 
4. Everything Is Real (2:09) 
5. Rosanna (5:59) 
6. Openings (13:01)
Total Time: 39:38

Musicians:
- Mario Millo / vocals, guitar, mandoline 
- Toivo Pilt / keyboards, mellotron 
- Alex Plavsic / drums, percussion 
- Peter Plavsic / bass

Format: mp3 (320 kbps) = 85 mb = Depositfiles / pass = progsounds
Format: flac (tracks + cue) = 278 mb = Mega/ pass = makina

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Starcastle - Starcastle [1976] - United States / Estados Unidos


Muito se diz sobre STARCASTLE ser um pobre americano clone do YES, e por boas razões. Mas qualquer banda que soa tão perto do YES e exibe uma boa composição e bom instrumental não pode ser tão ruim assim. Na verdade, esta é a banda que oferece uma música agradável. Dois importantes elementos dão origem a este elogio ou acusação (dependendo do crítico): o tom baixo de Gary Strater é inconfundivelmente semelhante ao toque triplo de Chris Squire e Terry Luttrell soa estranhamente como Jon Anderson em muitos pontos. Mas encontra-se muitas outras influências aqui, ou seja, ELP, CAMEL, e GENTLE GIANT. Além disso, há algumas composições altamente originais presentes realmente vale a pena ouvir.

"Lady of the Lake" é a música mais criativa e envolvente do álbum, é também a mais longa. A guitarra é muito boa, soando agradável e limpa, apesar do uso de distorção. O solo de órgão de Herb Schildt soa muito mais como Keith Emerson fez em "Tarkus" ou "Pictures At an Exhibition" do que qualquer coisa que Wakeman ou Kaye já fizeram. A seção atmosférica é muito mais brilhante e muito semelhante à seção mais suave de "Close to the Edge".

"Elliptical Seasons" possui uma introdução acústica de doze cordas que podem facilmente ser comparada a "And You and I", mas o resto da música move-se em direção a uma direção orientada ao Funk. O vocalista brilha sozinho (em vez de usar uma roupagem com harmonias vocais pesadas). O sintetizador denso, no entanto, faz lembrar Peter Bardens no CAMEL.

"Forces" Nessa faixa, Luttrell não soa tanto como Anderson, despojado das harmonias como ele é. As vocalizações de "I've Seen All Good People" estão presentes aqui. Desta vez, o tom sintetizador é muito semelhante ao de de Wakeman em "And You And I" Fora isso, essa música soa incrivelmente original.

"Stargate" Um sintetizador leve está a frente dessa faixa construindo uma boa parte instrumental com bateria, guitarra e baixo em em vários pontos. No entanto, não posso deixar de sentir que a banda decidiu reinterpretar "Finale" de Stravinsky em "Firebird Suite" (que o YES freqüentemente usava como uma introdução em shows ao vivo); apenas soa muito conveniente, especialmente uma vez que vai direto para a faixa seguinte.

"Sunfield" Os vocais aqui são um pouco embaraçosos. Eles soam fora do lugar, mal misturados, e jorrando letras patetas. Em contraponto, a música é estelar, com o mais fantástico teclado e baixo continuao. Schildt é a estrela aqui, com seu sintetizador. As guitarras tendem a assumir um papel mais submisso, semelhante a veia de Gary Green do GENTLE GIANT.

"To the Fire Wind" possui acordes de órgãos pesados ​​e estranhamente cronometrados executados sob alguma estranha pontuação pouco antes da guitarra entrar, encaminhando-se para os vocais cheias de harmonia. As vocalizações crescem um pouco obsoletas, porém, indo de encontro a um fantástico solo de sintetizador antes da introdução ultrapassar e retornar. Os guitarristas tem uma chance de mostrar suas habilidades e agredir o ouvinte de ambos os lados dos alto-falantes.

"Nova" possui uma percussão tribal. O restante do instrumental utiliza os instrumentos em um arranjo estranho, pontuando órgão assim como guitarra e sintetizador. Infelizmente, o forte baixista não tem quase nenhum destaque.

RESUMO: Apesar do preconceito e críticas radicais, uma audição imparcial é necessária para se dar o verdeiro mérito a esse trabalho, que possui pontos a favor como ótimas orquestrações e vocalizações que ainda possuem um grande valor no cenário de Prog-Rock.




Tracks:
1. Lady of the Lake (10:26)
2. Elliptical Seasons (4:27)
3. Forces (6:25)
4. Stargate (2:54)
5. Sunfield (7:36)
6. To the Fire Wind (5:16)
7. Nova (2:35)
Time: 39:43

Musicians:
- Terry Luttrell / lead vocals
- Gary Strater / bass guitar, bass pedals, vocals
- Stephen Tassler / drums, percussion, vocals
- Herb Schildt / organ, synthesizers, pianos
- Matthew Stewart / guitars, vocals
- Stephen Hagler / guitars, vocals

Format: flac (image) = 436 mb
Format: mp3 (320 kbps) = 283 mb

sábado, 1 de agosto de 2015

Renaissance - Turning Of The Cards [1974] - United Kingdom / Reino Unido


"Turn of the Cards", terceiro álbum do lineup com Annie Haslam, representa mais um passo evolutivo, principalmente em termos de arranjo, dinâmica e produtividade. Eles já haviam se provado capazes de escrever canções fantásticas com melodias maravilhosas e instrumentais longos, cantado e tocado quase impecavelmente, mas essas habilidades estão agora acompanhadas por uma compreensão igual da arte de transformar músicas em obras de arte. Longe vão seções instrumentais simplesmente enxertadas em canções. Aqui, peças fluem naturalmente do início ao fim, englobando música melodiosa e descritivo instrumental em uma onda orgânica de agitação e calmaria, muitas vezes divagam ao longo do caminho mas nunca permite vaguear longe do caminho escolhido. Se "Prologue" criou a fórmula e "Ashes Are burning" definiu o modelo, em seguida, em "Turn Of The Cards" a banda encontrou a faísca que acendeu um fogo de criatividade que durou o próximo par de álbuns.

A faixa de abertura "Running Hard" (9:37), começa com improvisações bastante complexas de piano em um estilo combinado de Jazz e Música Clássica. Mas quando a música entra, a música tem melodia cativante, especialmente quando a voz de Annie Haslam entra na música. A faixa de abertura é realmente agradável como ele se move naturalmente de um segmento para outro, sem problemas.

A faixa seguinte "I Think Of You" (3:07) é uma canção orientada para o Pop com algum tipo de estilos de música Folk através da seção de ritmo e guitarra acústica. Combinado com o som de clavinet, faz essa música mais rica em texturas. As linhas de baixo acompanham a música do início ao fim.

A música move-se para batidas mais enérgicas com "Things I Don't Understand" (9:29), que novamente usando linhas de baixo apertado, bem como sulco dinâmico que move a música desta canção. A linha vocal transforma em notas altas registo durante parte interlúdio em um estilo canto, guitarra, enquanto ainda dominam a seção rítmica. É bom notar a seção de coro no meio da música.

"Black Flame" (6:23) começa com uma nuance ambiente com guitarra acústica tão grande de fundo suave e guitarra baixo traz a música no fluxo suave.  Seqüência de orquestração enriquece alguns segmentos pouco antes da linha vocal entrar na música. Mais uma vez, a melodia desta música é bastante cativante. O trabalho de clavinet faz a música muito interessante para desfrutar especialmente durante os movimentos com trabalho de tambor e quando ela retorna ao segmento mais tranquila.

"Cold is Being" (03:00) começa com som de órgão da igreja e a melodia é bastante familiar com a maioria de nós., pois é baseada na peça "Adagio" do compositor clássico Albinoni.

"Mother Russia" (9:18) é um grande épico que se move dinamicamente com brilhante composição da banda que move os altos e baixos de música, mexendo minha emoção. Esta canção não é apenas maravilhosa em termos de melodia, mas também em seu fluxo maravilhoso de um segmento para outro. O trabalho de seção de cordas faz a música mais rica. Outra grande canção por Renaissance.

No geral, o álbum contém composições maravilhosas que combinam - em sua maioria - Jazz, Rock, Folk em sua forma única através da ajuda da orquestra. Sem dúvida que a revista Progression Prog afirmou que "Turn of the Cards" é um dos 40 melhores álbuns de Rock Progressivo.


Tracks:
1. Running Hard (Dunford / Thatcher) (9:37) 
2. I think of You (Dunford / Thatcher) (3:07) 
3. Things I Don't Undertand (Dunford / McCarty) (9:29) 
4. Black Flame (Dunford / Thatcher) (6:23) 
5. Cold Is Being (Dunford / Thatcher) (3:00) 
6. Mother Russia (Dunford / Thatcher) (9:18)
Time: 40:54

Musicians:
- Jon Camp / bass, vocals 
- Michael Dunford / acoustic guitar, vocals 
- Annie Haslam / lead vocals 
- Terrence Sullivan / drums, percussion, backing vocals 
- John Tout / keyboards

Format: mp3 (320 kbps) = 95 mb

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Gentle Giant - I Lost My Head (The Chrysalis Years 1975-1980) - United Kingdom / Reino Unido


Este é um glorioso box set apresentando todos os álbuns do Gigante Gentil lançados pelo rótulo Chrysalis de 1975 a 1980. Esta é uma maneira maravilhosa de se apossar desses álbuns remasterizados em 2012 e que impactaram o catálogo da banda ao longo dos anos. Como bônus temos versões inéditas de apresentações no programa de John Peel assim como alguns singles. Altamente recomendado !!!! 

Tracks:

DISC 1
FREE HAND (1975)
1. Just The Same (5.34)
2. On Reflection (5.43)
3. Free Hand (6.15)
4. Time To Kill (5.09)
5. His Last Voyage (6.27)
6. Talybont (2.43)
7. Mobile (5.03)
Bonus tracks:
8. 1976 Intro Tape (previously unreleased) (1.39)
9. Just The Same (John Peel session) (6.00)
10, Free Hand (John Peel session) (6.05)
11. On Reflection (John Peel session) (5.42)
12. Give It Back (International 7" mix) (3.48)
13. I Lost My Head (7" mix) (3.29)

DISC 2
INTERVIEW (1976)
1. Interview (6.51)
2. Give It Back (5.12)
3. Design (5.02)
4. Another Show (3.31)
5. Empty City (4.39)
6. Timing (4.39)
7. I Lost My Head (6.55)

THE MISSING PIECE (1977)
8. Two Weeks In Spain (3.06)
9. I'm Turning Around (3.59)
10. Betcha Thought We Couldn't Do It (2.25)
11. Who Do You Think You Are? (3.36)
12. Mountain Time (3.23)
13. As Old As You're Young (4.21)
14. Memories Of Old Days (7.19)
15. Winning (4.17)
16. For Nobody (4.07)

DISC 3
PLAYING THE FOOL (LIVE 1976)
1. (a) Just The Same/(b) Proclamation (11.17)
2. On Reflection (6.27)
3. Excerpts from 'Octopus' (15.39)
4. Funny Ways (8.31)
5. (a) The Runaway/(b) Experience (9.31)
6. So Sincere (10.19)
7. Free Hand (7.40)
8. Sweet Georgia Brown (1.22)
9 (a) Peel The Paint/(b) I Lost My Head (7.28)

DISC 4
GIANT FOR A DAY (1978)
1. Words From The Wise (4.16)
2. Thank You (4.50)
3. Giant For A Day (3.51)
4. Spookie Boogie (2.55)
5. Take Me (3.37)
6. Little Brown Bag (3.29)
7. Friends (2.01)
8. No Stranger (2.31)
9. It's Only Goodbye (4.20)
10. Rock Climber (3.53)
Bonus tracks:
11. Thank You (7" single edit A) (3.50)
12. Words From The Wise (7" single edit B) (3.04)

CIVILIAN (1980)
13. Convenience (Clean And Easy) (3.13)
14. All Through The Night (4.23)
15. Shadows On The Street (3.16)
16. Number One (4.47)
17. Underground (3.49)
18. I Am A Camera (3.32)
19. Inside Out (5.52)
20 It's Not Imagination (4.04)

Musicians:
- Derek Shulman/ vocals, saxes, alto sax, descant recorder, bass & percussion
- Ray Shulman/ bass, violin, acoustic guitar, descant recorder, trumpet, vocals & percussion
- Kerry Minnear/ keyboards, cello, vibes, tenor recorder, vocals & percussion
- Gary Green/ electric, acoustic & 12 string guitars, alsto & descant recorder, vocals & percussion
- John Weathers/ drums, tambour, vibes, percussion & backing vocals


Format: mp3  (320 kbps) = disc 1 = 152 mb
Format: mp3  (320 kbps) = disc 2 = 166 mb
Format: mp3  (320 kbps) = disc 3 = 177 mb
Format: mp3  (320 kbps) = disc 4 = 171 mb

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Octopus - The Boat of Thoughts [1976] - Germany / Alemanha


"The Boat Of Thoughts" é o primeiro álbum do Octopus - banda alemã formada na cidade de Frankfurt em meados de 1973 pelo guitarrista Pit Hensel e pelo baixista Claus D. Kniemeyer - e atualmente é considerado o melhor entre os quatro discos que a banda produziu. O Octopus foi uma de várias bandas que fizeram parte da segunda fase do Rock Progressivo em geral na Alemanha, durante a metade e o fim da década de 70. Era uma banda que se destacava não só por ter Jennifer Hensel como vocalista, mas por já em seu primeiro álbum ter constituído uma identidade singular, que por sua vez foi um dos primeiros produtos da recém-instituída SKY Records, que abrigou tantas bandas progressivas novas na época. 

O registro começa com a bela e flutuante "The First Flight Of The Owl"; o ouvinte será diretamente projetado no céu. Em seguida, a melodia se transforma em um tema mais melancólico, mas ainda assim excelente, A música cantada por Jennifer, torna-se uma melodia Rock enérgica. Muitas mudanças em apenas 5 minutos! "Kill Your Murderer" também atende às expectativas, com a sua abertura psicodélica, sua melodia medieval e seus sons de sintetizador! A música seguinte, "If You Aske Me" me lembra um monte de momentos épicos posteriores do Eloy, com variações neles. A banda se torna mais sinfônica com "The Rise Of Delayable Glib", uma pequena peça que poderia ter escapado de "Selling England by the Pound". Space rock e psicodelismo voltam em "We Are Loosing Touch", cujas acelerações e experimentos sintéticos irá tocá-lo ao coração. O álbum termina com a pista mais longa, a  canção-título, com 10 minutos e que contém muitas mudanças de ritmos e direções musicais.


"Boat Of Thoughts" é um dos melhores registros pouco conhecido de Space Rock da Alemanha. Agradará fâs de Eloy, Amon Düül, Camel, Grobschnitt e amantes de Krautrock!


Tracks:
1. The First Flight Of The Owl
2. Kill Your Murderer
3. If You Ask Me
4. The Dejelable Rise Of Glib
5. We Are Loosing Touch
6. The Boat Of Thoughts

Musicians:
- Pit Hensel / guitars
- Werner Littau / keyboards
- Jennifer Hensel / vocals
- Frank Eule / drums
- Claus D. Kniemeyer / bass

Format: mp3 (320 kbps) = 85 mb / pass = makina

terça-feira, 28 de julho de 2015

Machiavel - Jester [1977] - Belgium / Bélgica



Maquiavel foi aparentemente uma das bandas de Rock Progressivo mais conhecidas e mais bem sucedidas de sempre da Bélgica. A partir de 1976-1978, eles lançaram três álbuns de Rock Progressivo, "Maquiavel" (1976), "Jester" (1977), e "Mechanical Moonbeams" (1978). A maior parte de sua reputação reside nos dois últimos álbuns mencionados. Começando em "Urban Games" (1979) tomaram uma direção mais mainstream (não muito diferente do Genesis), e que realmente teve um sucesso com "Fly" do álbum New Lines (1980), mas para o fã de Rock Progressivo (para o meu entendimento), é bastante seguro evitar o material após "Mechanical Moonbeams".

"Jester" é considerado seu primeiro grande álbum, e, aparentemente, a banda se beneficiou muito com a adição do vocalista Mario Guccio, que também tocava flauta, sax, e clarinete. O tecladista Albert Letecheur realmente rouba o show aqui com lotes de piano elétrico, sintetizadores de cordas, Minimoog, Mellotron e piano.

A banda fica constantemente em comparação com Genesis e Supertramp, sendo que essa última deve-se principalmente ao trabalho de piano elétrico de Albert Letecheur, que é muito no mesmo estilo como o que Rick Davies fez com "Dreamer" e "The Logical Song". 

"Wisdom" começa com alguns sons de sintetizadores pulsantes, em seguida, o synths de cordas e guitarra entram. Alguns vocais bastante dramáticos. É uma grande peça e uma ótima maneira de abrir o álbum. 

"Sparkling Jaw" começa com alguns sintetizadores, de uma forma bastante lenta, mas, em seguida, a influência de Supertramp (piano elétrico) fica clara. 

"Moments" é uma balada estilo Prog Rock acústica muito boa, isso me lembra mais do Genesis durante seus momentos mais acústicos. O Mellotron eleva é cabeça pela primeira vez sobre este álbum aqui, e o Mellotron seria ouvido durante o resto do álbum. 

"In the Reign of Queen Pollution" tem letras que não precisam exatamente um cientista para entender: fala de poluição e de mutação genética graças ao consequência da poluição (incluindo a forma depois de mil anos crianças nasceram com o rosto em forma de uma máscara de gás). A canção apropriadamente começa em uma questão bastante dark e sinistra com os sintetizadores de cordas dominando. Mas a música começa a pegar, Letecheur dá um belo solo de Moog, em seguida, a música fica otimista, por alguma estranha razão, mas a música é bastante cativante. 

A faixa-título tem mais influência de Supertramp, mas, em seguida, no final synths agradáveis ​​terminam esta peça. 

"Mr. Street Fair" é uma peça spacy agradável dominada por sintetizadores de cordas, com uma atmosfera de circo. 

"Rock, Sea and Tree" é a peça final que tem mais grandes passagens criativas. O que eu admiro no Machiavel é que eles também não se esquecem de criar grandes canções, e torná-las interessantes, incluindo grandes passagens criativas. Provavelmente é de admirar por isso que eles fizeram sucesso em sua terra natal.

Não há dúvida sobre isso, "Jester" é um grande álbum para começar a conhecer Machiavel, E se você estava desligado sobre eles graças a uma versão posterior, tal como "New Lines", você vai ficar feliz em saber que "Jester" é muito melhor. Altamente recomendado!



Tracks:
01. Wisdom (6:02)
02. Sparkling Jaw (7:07)
03. Moments (3:20)
04. In the Reign of Great Pollution (6:55)
05. The Jester (5:28)
06. Mr. Street Fair (7:57)
07. Rock, Sea and Tree (9:22)
Bonus tracks:
08. The Birds Are Gone (1:51)
09. I'm Nowhere (2:24)
Time: 50:23

Musicians:
- Albert Letecheur / grand piano, electric piano, honky tonk piano, harpsichord, string ensemble, Mellotron, synthesizers, tubular bells, glockenspiel
- Roland De Greef / bass, cellobas, 6 & 12 strings acoustic guitar, carillon, bells, whistle, comb, tape effects, vocals
- Marc Ysaye / drums, vocals, tamborine, maracas, gong, wood blocks, glass blocks, broken glass, bells tree, sleigh bells, flextone, nutcracker
- Mario Guccio / vocals, flute, sax, clarinet
- Jean-Paul Devaux / electric guitar, 6 & 12 strings acoustic guitar, vocals

Format: ape (image) = 312 mb
Format: mp3 (320 kbps) = 133 mb

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Renaissance - Ashes Are Burning [1973] - United Kingdom / Reino Unido


No segundo álbum do Renaissance guiado pela voz de Annie Haslam e o poderoso baixo de John Tout, o som de fusão Folk/Sinfônico começa a tomar forma em sua visão artística. A auto-confiança, possivelmente, se revela através da capa gatefold, retratando poderosamente os músicos que trabalham com as composições de Betty Thatcher e o guitarrista Michael Dunford.

A faixa de abertura "Can you Understand" é realmente um belo mergulho por síntese atrativo da música Folk e Rock Sinfônico emulando filosofias de Música Clássica com poderosa ênfase. Algumas das seções de coro e passagens instrumentais eslavas aqui lembram algumas expressões idiomáticas familiares das obras de compositores clássicos russos. A composição principal acústica mellow é envolvida em torno de uma esfera de circular dinâmica alimentada pelo piano de cauda e o baixo Rickenbacker. 

"Let it Grow" é então, uma doce balada básica, com foco na configuração de cantor e piano, acompanhado pela guitarra acústica e seção rítmica. 

"On The Frontier", é uma peça acústica bonita para harmonias multivocais, com alguns arranjos espirituosos dentro da canção simples. Algumas dessas manobras dão fortes sentidos de déjà vu de "The Yes Album", moldadas no entanto a própria música clássica desta banda dirigida língua tonal. 

"Carpet Of The Sun" tem uma memorável melodia, baseando-se poderosamente nos vocais de Annie, e envolvimento em torno de acompanhamentos orquestrais, é uma charmosa canção. 

"At The Harbour" é uma composição ambiciosa atingindo uma atmosfera requintada, com progressões de piano na introdução, levando à adoção de desempenho maravilhoso de Annie para as teias de guitarra acústica. A canção tem como objetivo humores etéreos, e permanece sobre a mesa giratória com calma, sem estourar a tensões dinâmicas. 

O álbum conclui com a magistral "Ashes Are Burning", subindo suavemente com o som do vento. as melodias mudam entre tons maiores e menores, e os dois temas, desde o início levam a ascendente virtuosismo instrumental, criando uma passagem emocional sofisticada de piano,  cravo e o ritmo, e também dramático com o sintetizador sobre camadas brilhantes de percussões. O solo de guitarra elétrica é também característica rara para esse grupo, e é poderosamente notável das instrumentações acústicas e clássicas. A versão de estúdio desaparece para o vazio, deixando o final arranjado e a interpretação ainda mais épica para os palcos.

Junto com a impressionante jóia de 1975 "Scheherazade and the Other Stories", "Ashes are Burning" permanece como uma obra clássica do Renaissance. Uma verdadeira obra-prima sobre a força de "At The Harbour", "Can You Understand", e "Ashes are Burning".


Tracks:
1. Can you understand (9:49)
2. Let it grow (4:15)
3. On the frontier (4:53)
4. Carpet of the sun (3:31)
5. At the harbour (6:50)
6. Ashes are burning (11:24)
Time: 40:42

Musicians:
- Jon Camp / bass, vocals
- Annie Haslam / lead vocals
- Terrence Sullivan / drums, percussion, backing vocals
- John Tout / keyboards, backing vocals
- Michael Dunford / acoustic guitars
+
Guest:
- Andy Powell / guitar solo (6)

Format: mp3 (320 kbps) = 95 mb

Schicke Fuhrs & Frohling - Sunburst [1977] - Germany / Alemanha


O primeiro registro do trio, "Symphonic Pictures", vendeu nada menos do que 12 mil cópias e os fascinantes shows ao vivo tornaram o SFF uma bandas das mais bem sucedidas em Alemanha. No próximo ano o talentoso trio entrou no estúdio de Dieter Dierk para gravar o segundo LP. Para chegar com um resultado mais espontâneo eles ainda recrutaram o baixista Eduard Brumund Ruther para tocar durante as sessões. "Sunburst" foi lançado em 1977, novamente pelo rótulo Brain.

Já a partir da faixa de abertura fica claro que Schicke, Führs & Fröhling estavam determinados a produzir um estilo diferente em relação ao seu debut. Então "Sunburst" acabou sendo como uma compilação de diversas faixas deixando a atitude altamente sinfônica da estréia para uma mais flexível ainda bastante exigente composições. As faixas têm uma forte influência o Tangerine Dream, sendo peças eletrônicas de soudscapes hipnóticas com guitarras melódicas circundantes e uma atmosfera de muito estilo excêntrico geral. O resto do álbum é dividido entre Symphonic Rock e poderosos stylings Fusion, onde Führs brilha novamente junto com seus breaks teclado synth acrobaticos. Interlúdios de piano estão por todo os lugares. Estes são combinados com solos de guitarra de Fröhling

"Sunburst" não é tão maravilhoso como o álbum de estréia, mas tem uma atmosfera encantadora e você pode contar certeza esses caras foram definitivamente talentosos. Recomendado para os fãs de trabalhos orientados aos teclados.


Tracks:
01. Wizzard [0:04:32.45]
02. Autumn Sun In Cold Water [0:04:46.64]
03. Artificial Energy [0:05:31.49]
04. Driftin' [0:03:24.50]
05. Troja [0:07:20.62]
06. 1580 [0:05:18.22]
07. Explorer [0:04:52.63]
08. Modimdofre (Pictures) (SFF Live, 1975) [0:27:43.38]
09. Dadadam (SFF Live, 1975) [0:04:49.23]
Time: 68:20

Musicians:
- Heinz Frohling / guitar
- Gerhard Fuhrs / synthesizer, keyboards
- Edward Brumund Ruther / bass
- Edward Schicke / drums

Format: flac (image) = 394 mb
Format: mp3 (320 kbps) = 175 mb

Premiata Forneria Marconi - The World Became The World [1974] [REMASTERED WITH BONUS TRACKS] - Italy / Itália


Este é o segundo álbum do PFM a ter musicas gravadas em Inglês (o primeiro foi "Photos Of Ghosts"). "The World Becames The World" é composta por todas as cinco faixas do álbum "L'Isola Di Niente", além da faixa 'Impressione Di Settembre' (rebatizado "The World Becames The World") do primeiro álbum da banda, "Storia di un Minuto", com letras de Peter Sinfield substituindo a letra original italiano.

A faixa-título do álbum "L'Isola Di Niente" tornou-se "The Mountain", "La Luna Nova" se tornou "Four Holes in The Ground", "Dolcissima Maria" tornou-se "Just Look Away", "Via Lumiére" tornou-se "Have Your Cake And Eat It", e "Is My Face On Straight"é, naturalmente, a mesma faixa.

A música é basicamente a mesma (e excelente), mas os vocais e as letras-se soam melhores no álbum original. "Dolcissima Maria", em particular, é muito melhor do que "Just Look Away" na minha opinião. No entanto, eu gosto das letras de Sinfield na pista "The World Became The World" e essa pista é muito agradável, como é a original " Impressione Di Settembre", em "Storia di un Minuto".

De qualquer forma, é um excelente adição a qualquer coleção de Rock Progressivo e para os fãs do PFM.




Tracks:
1. The Mountain
2. Just Look Away
3. The World Became The World
4. Four Holes In The Ground
5. Is My Face On Straight?
6. Have Your Cake And Beat It
Bonus tracks:
7. La Carozza Di Hans (UK single version)
8. Four Holes In The Ground (Unreleased single edit)
9. Celebration (Unreleased 1975 single version)

Musicians:
- Flavio Premoli / keyboards, lead vocals
- Mauro Pagani / woodwind, violin, vocals
- Franco Mussida / guitars, lead vocals
- Franz Di Cioccio / drums, percussion, vocals
- Jan Patrick Djivas / bass, vocals

Format: flac (image) = 354 mb
Format: mp3 (320 kbps) = 166 mb

Socrates - Phos [1975] - Greece / Grécia


Em 1975 o músico Vangelis trabalhou com a banda de Rock grega Socrates em seu terceiro álbum "Phos". A banda era composta por três membros naquele momento, Antonis Tourkogiorgis, John e George Spathas Tradalidis. A sua cooperação com o grupo durou apenas por este álbum, e Vangelis veio a ser creditado pela produção do álbum, e por ter tocado teclados e percussão e por compor uma das canções.

Antes e depois deste álbum o Socrates lançou uma série de outros álbuns, às vezes sob o nome imaginativo Sócrates Drank the Conium.

"Phos" não é uma obra-prima (mas certamente o melhor do grupo graças a contribuição de Vangelis). O Socrates como banda teria permanecido altamente obscuro e de interesse para especialistas de Blues somente, se não fosse por seu envolvimento com o muito Vangelis. Para o músico, foi provavelmente, apenas uma oportunidade de se divertir e ajudar alguns colegas gregos. O resultado é agradável o suficiente para ouvir de vez em quando, como simplesmente outra excentricidade em sua longa carreira.


Tracks:
1. Starvation
2. Queen of the universe
3. Every dream comes to an end
4. The bride
5. Killer
6. A day in heaven
7. Time of pain
8. Mountains

Musicians:
- Antonis Tourkogiorgis: Vocals, Electric & Accoustic Guitars, Bass
- John Spathas: Lead & Accoustic Guitars
- George Tradalidis: Drums, Percussion
- Vangelis Papathanassiou: Keyboards, Percussion

Format: flac (image) = 204 mb
Format: mp3 (320 kbps) = 86 mb

domingo, 26 de julho de 2015

Renaissance - Prologue [1972] - United Kingdom / Reino Unido


Prologue é o som de uma banda em transição. Os membros tinham ido e vindo com monótona regularidade e a banda lutava em ter um constante line-up e seu próprio lugar na cena musical. Em 1972 nenhum membro da banda original se manteve, embora Dunford e McCarty ainda estivessem ativamente envolvidos nos bastidores. Um novo quinteto com Annie Haslam (voz), John Camp (baixo), John Tout (teclas), Terence Sullivan (bateria) e Mick Parsons (guitarra) empreendeu uma breve turnê antes de entrar no estúdio para gravar seu primeiro álbum em conjunto, mas, infelizmente, o jovem guitarrista Parsons faleceu antes da gravação e Rob Hendry substituiu-o no estúdio (Hendry deixou a banda logo após a gravação do álbum).

Os amantes do Renaissance clássico reconhecerão imediatamente este material com seus flourishes intrincados de piano, arranjos complexos e a lírica voz inconfundível de Annie. A maioria dos elementos estão no lugar, mas com arestas que seriam afinadas com perfeição em álbuns posteriores: o som é mais solto, menos polido, e a voz de Annie ainda não está totalmente amadurecida. Talvez a diferença mais notável é o uso da guitarra elétrica, principalmente como acompanhamento rítmico, apenas ocasionalmente vindo à tona como uma vantagem, mas a sua ausência seria mais tarde um aspecto-chave do som Renaissance definitivo. Da mesma forma, não há orquestra aqui e praticamente nenhum outro teclado além do piano de modo que o som é muito mais escasso do que será evidente em anos posteriores.

As performances são dominadas por piano de John Tout que é excepcionalmente assegurado a partir de grandes demonstrações dramáticas para trinados delicados e acompanhamento sutil. Ele reina supremo com seu instrumento mais ainda do que em anos posteriores. O baixo também é bem à frente, como deveria ser, cheio de luz e inventivos toques ainda sólido e confiável. A bateria de Sullivan é excelente sem ser indiscreta - em outras palavras, ele faz todas as coisas certas para o contexto do resto da banda. O trabalho de guitarra de Hendry é competente mas algumas vezes parece meio distoante, talvez pelo fato de não ter o benefício de turnê com a banda antes da gravação. A voz de Annie já é maravilhosa, mas, talvez, careça de plenitude, uma riqueza que iria desenvolver com o tempo.

O álbum possui um par de longos instrumentais Prog compostas por Michael Dunford, do qual a faixa-título permaneceria em seu repertório como favorita no concerto por muitos anos. Ambas incluem a voz de Annie como um instrumento adicional - que eles chamam de vocalese, cantando sem palavras e que funciona muito bem. Apesar de "Prologue" ter sido creditada a Dunford, é muito mais um tour-de-force de Tout, fortemente influenciado pela pianista e compositores clássicos com um toque de Jazz e contendo alguns de seus melhores toques. "Rajah Khan" é completamente diferente. Nomeada em homenagem a um cão de um ex-baixista, é repleta de influências e referências orientais, incluindo um "homem indiano vestido de vestes brancas" tocando tabla e Jon Camp tocando um tanpura (um instrumento de cordas fretless usado como um 'zumbido' em música clássica indiana). "Rajah Khan" é construída em torno de um tema principal com vocalese de Annie e um riff acorde oriental, seguido por uma ponte que conduz a uma seção de atolamento. Este formato é repetido algumas vezes e funciona bem, com cada seção jam caracteriza uma liderança diferente. No geral, uma boa tentativa de um longo, quase psicodélico instrumental Prog, ainda conta com um solo de sintetizador por Francis Monkman membro do Curved Air.

O restante de "Prologue" apresenta quatro canções convencionais com letra da poetisa Betty Thatcher. "Kiev" é uma bela melodia assombrosa cantada por Jon Camp com harmonias maravilhosas por Annie na segunda parte do verso e da ponte. As letras de "Kiev" invocam uma imagem de um Dr. Zhivago triste, um homem velho ajoelhado na neve junto ao túmulo solitário de seu filho 'Davorian'. Hoje, os efeitos do litoral que começam e terminam "Sounds Of The Sea" são bastantes previsíveis, mas não tão em 1972. Com letras muito pessoais sobre a afinidade de Thatcher com a costa e mar, algo com o qual me identifico, a música tem uma melodia agradável, mas seu arranjo não tem movimento suficiente e se sente sub-desenvolvidos. Em mais de 7 minutos é talvez o excesso de tempo. "Spare Some Love" é uma canção simples, com letras simples, agradável coro e harmonias. Finalmente "Bound For Infinity" tem um ritmo quase Folk-Rock com instrumentação animada trotando alegremente para uma melodia lentamente cantada antes de elevar seu jogo para um coro "ba da da".

Este é um álbum realizado com uma base sólida para o assalto do Renaissance nas pistas escorregadias do Prog Rock, mostrando principalmente uma espantosa maturidade, mostrando grande habilidade na composição, organização e manipulação de seus instrumentos, mas às vezes expondo uma ingenuidade cativante. É essa ingenuidade que dá a "Prologue" seu charme especial, que faz sobressair um pouco do restante de sua produção dos anos 70, e que compensa a falta de orquestração exuberante.



Tracks:
1. Prologue (5:39) 
2. Kiev (7:39) 
3. Sounds of the sea (7:09)
4. Spare some love (5:05)
5. Bound for infinity (4:17)
6. Rajah Khan (11:14)
Time: 41:03

Musicians:
- Jon Camp / bass, tamboura, vocals.
- Annie Haslam / lead vocals, percussion
- Rob Hendry / guitars, mandolin, chimes, vocals
- Terry Sullivan / drums, percussion
- John Tout / keyboards, vocals
+
Guest:
- Francis Monkman / synthesizer (6)

Format: mp3 (320 kbps) = 97 mb

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