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terça-feira, 27 de maio de 2014

Museo Rosenbach - Barbarica [2013] - Italy / Itália


"Zarathustra"  é, definitivamente, um dos marcos na história do rock progressivo, e uma obra que foi o suficiente para marcar o nome do MUSEO ROSENBACH na trajetória do estilo, que manteve-se em hiato durante quase três décadas, até o lançamento de "Exit", em 2000 (que não trazia quase nada do som de outrora). Treze anos depois, e com três dos músicos envolvidos no disco de estreia (Stefano Galifi, Giancarlo Golzi e Alberto Moreno), a banda anuncia o lançamento de "Barbarica", um álbum para resgatar a sonoridade clássica, de quarenta anos antes. E isso levanta a questão: qual a relevância de um disco do MUSEO ROSENBACH em pleno 2013?

A épica "Il Respiro Del Pianetta" abre o disco com a pretensão de já soar grandiosa, resgatando o sentimento do rock progressivo italiano da década de setenta (algo que foi deixado um pouco de lado no álbum anterior) com todas as suas megalomaníacas mudanças de andamento, timbres cuidadosamente escolhidos para soarem antiquados e renascentistas, e ao longo dos treze minutos de duração, introduzir o conceito de "Barbarica": um mundo que está se perdendo cada vez mais em guerras, desastres naturais, e se tornando inabitável, com as pessoas voltando aos tempos da barbárie – aonde apenas um homem decide reverter essa situação e vislumbra um futuro diferente do absoluto caos.

"La Coda Del Diavolo" apresenta um belíssimo arranjo orquestral, que lentamente se desenvolve para um virtuoso e pesadíssimo heavy prog do limiar com a década de oitenta, uma composição madura e bem feita, assim como a tranquila "Abbandonati", que apesar de muito mais simples e sem grandes mudanças, é uma bonita balada nos moldes clássicos do rock progressivo. Essa fórmula se repete em "Fiore Di Vendetta", com forte influência do lado mais sinfônico do rock progressivo e um bom trabalho nas texturas de teclado, enquanto "Il Re Del Circo" traz da forma mais pura todos os elementos do estilo tipicamente italiano, criando uma aura de trilha sonora e de encerramento, com uma música que definitivamente deixa uma sensação de positivismo durante o seu clímax.

As comparações com "Zarathustra" são impossíveis, principalmente pelo fato de que o MUSEO ROSENBACH não faz tanta questão em modernizar o seu som ou abandonar qualquer um dos aspectos do rock progressivo clássico, mas apenas esbarrando de forma tímida em outras vertentes que vieram depois, sem mudar o seu som, como ouvido no álbum anterior – o que para muito muitos foi um verdadeiro tiro no pé.

Porém, é exatamente nessa zona de conforto que "Barbarica" se desenvolve para um trabalho equilibrado, belissimamente construído, e que em nada deve aos discos da fase áurea do cenário italiano, e ainda que tente intencionalmente resgatar os exageros daquela época, se mostra um bom álbum e uma prazerosa audição, mesmo com a sina de permanecer obscurecido pelo seu antecessor, de 40 anos atrás, e pelo cenário musical saturado atual.

comentário original por
Progcast

Tracks:
1. Il Respiro del Pianeta (13:54)
2. La Coda del Diavolo (6:46)
3. Abbandonati (6:32)
4. Fiore di Vendetta (6:46)
5. Il re del Circo (7:12)
Total time 41:10

Musicians:
- Stefano " Lupo" Galifi / lead vocals
- Alberto Moreno / bass, mellotron
- Giancarlo Golzi / drums
- Sandro Libra / guitar
- Max Borelli / guitar, vocals
- Fabio Meggetto / keyboards
- Andy Senis / bass, vocals

Format: flac (tracks + cue) = 400 MB = Adrive / Yandex

sábado, 10 de maio de 2014

Museo Rosenbach - Zarathustra [1973] - Italy / Itália



Esse é mais um caso uma excelente banda progressiva italiana que lançou apenas um disco e com o tempo ganhou status de clássico. Mais do que isso, a qualidade do prog sinfônico contido nesse disco o leva à condição de um dos discos mais representativos do prog italiano na década de 70.

Dotado de uma suíte de aprox. 20 minutos de duração, tratando-se da faixa-título e mais longas 03 faixas, este disco contém vários temas que espelham o que de melhor há no rock progressivo. Além de levar-nos a um estado de êxtase pelo seu lado sinfônico, os arranjos são complexos porém com passagens de belas harmonias melódicas. A introdução da primeira parte da faixa "Zarathustra" é algo bastante interessante. Uma poderosa melodia feita em bela voz e depois executada instrumentalmente consegue mexer com quem ouve. Os movimentos que seqüenciam a esta tambem são muito bem estruturados. O fragmento denominado "Superuomo" é muito emocionante. Daí pra frente ouvem-se arranjos complexos de primeira estirpe até culminar no tema principal, o inicial, que irá fechar a canção em ad infinitum. Fantástica!!! 

As demais faixas tb possuem melodias ricas em arranjos e criatividade. Os climas nostálgicos também nos surpreendem de tempo em tempo, nos fazendo perguntar se já ouvimos isto antes. Outro ponto interessante a ser salientado é o tema do álbum, pois é tambem conceitual. Retrata exatamente os artistas italianos da época, filhos de integrantes fascistas da 2ª Guerra, que desejavam através da arte (música no caso), exorcizar este câncer que estava instalado em sua cultura. A temática, portanto, é nacionalista, tornado a obra ainda mais curiosa.

Release / Label:
Sony Music 88697987402 - Italy, 2011

Tracks:
1. Zarathustra 
a) L'Ultimo uomo (3:57) 
b) Il re di ieri (3:12) 
c) Al di la del bene e del male (4:09) 
d) Superuomo (1:22) 
e) Il tempio delle clessidre (8:02) 
2. Degli Uomini (4:01) 
3. Della Natura (8:24) 
4. Dell'Eterno Ritorno (6:15)
Total Time: 39:22

Musicians:
- Giancarlo Golzi / drums, vocals 
- Alberto Moreno / bass, pianoforte 
- Enzo Merogno / guitar, vocals 
- Pit Corradi / Mellotron, Hammond 
- Stefano Lupo Galifi / vocals

Format: flac (image + cue) = 233 mb = Torrent
Format: mp3 (320 kbps) = 89 mb = Depositfiles
Format: mp3 (320 kbps) = 94 mb = Mega

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