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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Tantra - Misterios e Maravilhas [1977] - Portugal


Manuel Cardoso, Armando Gama, Américo Luís e Tozé Almeida adeptos da filosofia espiritual de Paramahansa Yogananda e da música progressiva do YES e GENESIS  fundaram o TANTRA em 1976. O grupo destacava-se logo não só pelo investimento feito nos seus instrumentos e PA como revelava também uma certa ambição em competir com o melhor que se fazia lá fora quer a nível de encenação de espetáculos, quer ao nível dos próprios arranjos (complexos) que o gênero exige.

Em novembro de 1977, lançam, pelo selo Valentim de Camargo/EMI, ”Mistérios e Maravilhas” o melhor álbum de Rock português pré – Punk/New Wave. Desde logo a destacar a capa do disco, a indiciar uma quebra com o tom da época, parecendo mais uma imagem de Roger Dean (autor do visual dos YES). 

“Mistérios e Maravilhas” foi lançado num momento em que o Rock Progressivo estava em decadência, como já fora citado. Mas surpreendeu pelo seu sucesso. Sucesso este que pode ser creditado ao próprio estágio em que o Rock se encontrava em Portugal. Antes da Revolução de Abril de 1974 (Mais conhecida como “Revolução dos Cravos”), o Rock em Portugal, com poucas exceções, era baseado nos covers de bandas estrangeiras, como Beatles e Beach Boys, com apresentações em clubes ou pequenos teatros. De acordo com Aristides Duarte, em seu livro “Memórias do Rock Português”, o regime salazarista apenas tolerava o Rock, mas que dava o ar da graça através da sua censura, como foi no caso do álbum de estréia do QUARTETO 1111 e nas permissões para a apresentação de grupos estrangeiros. Ainda segundo Duarte, muitos grupos eram desfeitos por causa da guerra colonial e, mais tarde, por causa do engajamento na luta pelo fim do salazarismo. Somente após 1975 que começa a existir um Rock, de fato, português. E o Progressivo em Portugal, curiosamente, teve como um dos seus impulsos as apresentações do GENESIS em terras portuguesas, no ano de 1975. Também teve início ao surgimento de várias bandas que seguiam essa vertente. E uma delas foi o TANTRA, que surgiu em 1976 com o lançamento do compacto “Alquimia da Luz/Novos Tempos”. Quando do lançamento de “Mistérios e Maravilhas”, a formação do Tantra era Américo Luís (Guitarra e baixo), Manuel Cardoso (Frodo e guitarra), Armanda Gama (Órgão, teclados e sintetizadores) e Tozé Almeida (Bateria). Pelo fato de o som do Rock Progressivo ser uma novidade em Portugal, o disco (bem como todo o gênero em si) teve uma boa receptividade no momento em que foi lançado, contrastando com o momento em que o Prog Rock passava em nível mundial. 

O álbum contém fortes influências de bandas como GENESIS, YES e PINK FLOYD. É quase todo instrumental, somente duas faixas possuem letras: “À beira do fim” e “Partir Sempre”, coincidentemente a primeira e a última faixa, respectivamente. Mas nem por isso, deixa de ser um excelente álbum, apesar de todo o clichê que um álbum de Rock Progressivo pode ter: faixas longas, com belas harmonias instrumentais e (embora poucas) vocais, farto uso de sintetizadores, etc. Todas as seis faixas são excelentes, tendo destaque para as faixas “Á Beira do Fim” que com os seus teclados siderais, dá ao grupo uma aura espiritual, com a voz de Manuel Cardoso (também conhecido nos espetáculos ao vivo como “Frodo”) a dar o mote para um arranque jazzístico-picadélico até aos confins do universo. “À Beira do Fim…por mundos imaginados…”. O instrumental “As Aventuras de Um Dragão Num Aquário” com a viola de Cardoso a dar um toque Folk britânico pastoral, na melhor tradição de um Steve Howe ou Greg LakeOs “Tours de Force” vêm sob as formas do tema – título,  com uma empolgante linha de sintetizador, e a “Máquina da Felicidade”. Temas longos e estruturas melódicas complexas, com solos rasgados de teclados e guitarra e uma percussão com dinâmica multi-rítmica. Ao vivo o grupo estaria mais desinibido, livres das pressões temporais de um disco de vinil, esticando estes temas até quase ao infinito.

Manuel Cardoso, entrega no final do disco o comando criativo a Armando Gama e a sua “Syntorquestra”, ou seja uma parafernália de teclados moog e sintetizadores com evidência nos temas “Variações sobre uma Galáxia” e “Partir Sempre”. Este último, sem dúvida o tema mais melódico do álbum, com possibilidades mais comerciais, graças á voz “festivaleira” de Gama.

O álbum ganhou reconhecimento em todo o país e, posteriormente, em nível mundial, diga-se de passagem, sendo considerado um dos cem maiores da música portuguesa. O TANTRA viria a lançar mais dois discos (“Holocausto”, de 1978 e “Humanoid Flesh”, de 1981) até encerrar atividades em 1981. Mas o grupo foi reformado em 2003, tendo Manuel Cardoso como único membro original ainda remanescente na banda. 

Este álbum, sem dúvida, mostra que Portugal tinha (e ainda tem) um Rock de primeira linha e que o país não vive só de fado e do conhecido “vira-vira”.



Tracks:
1. A Beira Do Fim (11:01)
2. Aventuras De Um Dragao Num Aquario (2:09)
3. Misterios E Maravilhas (6:19)
4. Maquina Da Felicidade (13:39)
5. Variacoes Sobre Uma Galaxia (1:24)
6. Partir Sempre (9:29)
Time: 54:01

Musicians:
- Armando Gama / keyboards
- Americo Luis / bass
- Manuel Cardoso / guitar
- To Ze Almeida / drums

Format: flac (tracks + cue) = 354 mb = Yandex
Format: flac (tracks + cue) = 354 mb = Mega / pass = makina

Tantra - Misterios e Maravilhas [1977] - Portugal


Manuel Cardoso, Armando Gama, Américo Luís e Tozé Almeida adeptos da filosofia espiritual de Paramahansa Yogananda e da música progressiva do YES e GENESIS  fundaram o TANTRA em 1976. O grupo destacava-se logo não só pelo investimento feito nos seus instrumentos e PA como revelava também uma certa ambição em competir com o melhor que se fazia lá fora quer a nível de encenação de espetáculos, quer ao nível dos próprios arranjos (complexos) que o gênero exige.

Em novembro de 1977, lançam, pelo selo Valentim de Camargo/EMI, ”Mistérios e Maravilhas” o melhor álbum de Rock português pré – Punk/New Wave. Desde logo a destacar a capa do disco, a indiciar uma quebra com o tom da época, parecendo mais uma imagem de Roger Dean (autor do visual dos YES). 

“Mistérios e Maravilhas” foi lançado num momento em que o Rock Progressivo estava em decadência, como já fora citado. Mas surpreendeu pelo seu sucesso. Sucesso este que pode ser creditado ao próprio estágio em que o Rock se encontrava em Portugal. Antes da Revolução de Abril de 1974 (Mais conhecida como “Revolução dos Cravos”), o Rock em Portugal, com poucas exceções, era baseado nos covers de bandas estrangeiras, como Beatles e Beach Boys, com apresentações em clubes ou pequenos teatros. De acordo com Aristides Duarte, em seu livro “Memórias do Rock Português”, o regime salazarista apenas tolerava o Rock, mas que dava o ar da graça através da sua censura, como foi no caso do álbum de estréia do QUARTETO 1111 e nas permissões para a apresentação de grupos estrangeiros. Ainda segundo Duarte, muitos grupos eram desfeitos por causa da guerra colonial e, mais tarde, por causa do engajamento na luta pelo fim do salazarismo. Somente após 1975 que começa a existir um Rock, de fato, português. E o Progressivo em Portugal, curiosamente, teve como um dos seus impulsos as apresentações do GENESIS em terras portuguesas, no ano de 1975. Também teve início ao surgimento de várias bandas que seguiam essa vertente. E uma delas foi o TANTRA, que surgiu em 1976 com o lançamento do compacto “Alquimia da Luz/Novos Tempos”. Quando do lançamento de “Mistérios e Maravilhas”, a formação do Tantra era Américo Luís (Guitarra e baixo), Manuel Cardoso (Frodo e guitarra), Armanda Gama (Órgão, teclados e sintetizadores) e Tozé Almeida (Bateria). Pelo fato de o som do Rock Progressivo ser uma novidade em Portugal, o disco (bem como todo o gênero em si) teve uma boa receptividade no momento em que foi lançado, contrastando com o momento em que o Prog Rock passava em nível mundial. 

O álbum contém fortes influências de bandas como GENESIS, YES e PINK FLOYD. É quase todo instrumental, somente duas faixas possuem letras: “À beira do fim” e “Partir Sempre”, coincidentemente a primeira e a última faixa, respectivamente. Mas nem por isso, deixa de ser um excelente álbum, apesar de todo o clichê que um álbum de Rock Progressivo pode ter: faixas longas, com belas harmonias instrumentais e (embora poucas) vocais, farto uso de sintetizadores, etc. Todas as seis faixas são excelentes, tendo destaque para as faixas “Á Beira do Fim” que com os seus teclados siderais, dá ao grupo uma aura espiritual, com a voz de Manuel Cardoso (também conhecido nos espetáculos ao vivo como “Frodo”) a dar o mote para um arranque jazzístico-picadélico até aos confins do universo. “À Beira do Fim…por mundos imaginados…”. O instrumental “As Aventuras de Um Dragão Num Aquário” com a viola de Cardoso a dar um toque Folk britânico pastoral, na melhor tradição de um Steve Howe ou Greg LakeOs “Tours de Force” vêm sob as formas do tema – título,  com uma empolgante linha de sintetizador, e a “Máquina da Felicidade”. Temas longos e estruturas melódicas complexas, com solos rasgados de teclados e guitarra e uma percussão com dinâmica multi-rítmica. Ao vivo o grupo estaria mais desinibido, livres das pressões temporais de um disco de vinil, esticando estes temas até quase ao infinito.

Manuel Cardoso, entrega no final do disco o comando criativo a Armando Gama e a sua “Syntorquestra”, ou seja uma parafernália de teclados moog e sintetizadores com evidência nos temas “Variações sobre uma Galáxia” e “Partir Sempre”. Este último, sem dúvida o tema mais melódico do álbum, com possibilidades mais comerciais, graças á voz “festivaleira” de Gama.

O álbum ganhou reconhecimento em todo o país e, posteriormente, em nível mundial, diga-se de passagem, sendo considerado um dos cem maiores da música portuguesa. O TANTRA viria a lançar mais dois discos (“Holocausto”, de 1978 e “Humanoid Flesh”, de 1981) até encerrar atividades em 1981. Mas o grupo foi reformado em 2003, tendo Manuel Cardoso como único membro original ainda remanescente na banda. 

Este álbum, sem dúvida, mostra que Portugal tinha (e ainda tem) um Rock de primeira linha e que o país não vive só de fado e do conhecido “vira-vira”.



Tracks:
1. A Beira Do Fim (11:01)
2. Aventuras De Um Dragao Num Aquario (2:09)
3. Misterios E Maravilhas (6:19)
4. Maquina Da Felicidade (13:39)
5. Variacoes Sobre Uma Galaxia (1:24)
6. Partir Sempre (9:29)
Time: 54:01

Musicians:
- Armando Gama / keyboards
- Americo Luis / bass
- Manuel Cardoso / guitar
- To Ze Almeida / drums

Format: flac (tracks + cue) = 354 mb = Yandex
Format: flac (tracks + cue) = 354 mb = Mega / pass = makina

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Tantra - Holocausto [1978] - Portugal



Este foi o segundo álbum da banda de Rock Progressivo Português Tantra, e saiu em 1979. Nessa altura, o Tantra já era, amplamente considerada como uma banda superior em seu país, e excursionou consideravelmente. Uma banda muito dramática, tanto na música como em seus shows ao vivo. Um fator que a ajudou muito o seu sucesso e popularidade foi a realização de todo o seu material em sua própria língua, embora fosse adotar o Inglês depois desse segundo disco.

Depois de um grande álbum de estreia, se bem que eclético e um pouco avant-garde para os ouvintes lusos, Manuel Cardoso, líder e um dos fundadores da banda, teve de se ver a par com a saída do tecladista Armando Gama. Os músicos talentosos em Portugal têm uma tendência para degenerar para a música Pop e, por isso, Armando Gama prosseguiu mais a sua esposa Valentina Torres para tentar a sua sorte no Festival da Canção. Apesar disso, integrou-se no quarteto até então um tipo perfeitamente desconhecido, Pedro Ayres Magalhães, que se apelidava, na altura, pela alcunha de «Dedos Tubarão». Como era de prever, Portugal andava sempre a reboque atrasado do que se sucedia lá fora, foi assim, que a vertente mais crua e dura d0 Rock pelo Punk se começava a apoderar das novas tendências musicais, pelo que se pode dizer que o Rock Progressivo em Portugal teve pouca duração, muito menos do que nos restantes países da Europa. Mesmo assim 1979 ainda nos ofereceu bons álbuns progressivos nacionais, e "Holocausto" é um verdadeiro clássico do que melhor se fez em Portugal desta natureza e ainda deu alguns frutos por parte dos Petrus Castrus.

"Holocausto" não muda significativamente de estrutura face ao seu antecessor. Por quem acabara de perder o mentor das teclas com sons etéreos e futuristas provenientes de um dos melhores sintetizadores. Continua curto e conciso e com algumas canções épicas, e muito instrumental, tal como "Mistérios e Maravilhas". "OM" abre o mote para a paranóia, que encaixaria bem numa das melhores secções instrumentais dos Yes. Apesar da ausência de Armando Gama, a mesma é quase imperceptível, e a mudança de ritmo e contra-tempo continua bem visível. "OM" é a típica canção esquizofrênica, com um cadência tão surpreendente como "Close to the Edge" ou "Supper's Ready". Manuel cardoso disse quando do restauro de "Mistérios e Maravilhas" que o treino era um imperativo, para além da formação técnica da banda. O nível de cada um melhora visivelmente e mantém uma correspondência ao anterior.

Também se mantêm as letras espirituais e metafísicas de Manuel Cardoso. A sua inspiração oriental pelo Yoga que praticava mantém-se com naturalidade, como os Yes ou Pink Floyd no seu auge. Contudo, "Holocausto" é bem mais carregado e negativo. As alusões a um mundo artificial, estilo Matrix, já se notavam em "Mistérios e Maravilhas", o apocalypse vem em "Holocausto", é de uma maneira lunática e paranóica, Último Raio do astro mostra bem essa herança dos Genesis, e até dos Gentle Giant. Manuel cardoso fez por reforçar o seu contributo vocal de maneira significativa, assim como os seus dotes na guitarra. Não há, ainda, uma faixa que tenha contribuído mais para a universalidade da banda, o Tantra permaneceu fiél ao seu estilo e nem as faixas mais curtas como "Zephyrus" ou "Ara", ou as velhinhas "Novos Tempos" ou "Alquimia de Luz" conseguiram reaproximar a banda de uma audiência mais abrangente. Tudo isso se deve à determinação e liderança dos Tantra que, apesar de tudo, conseguiram encher o Coliseu de Lisboa em pleno Novembro de 77, período pós-revolucionário. O Tantra permaneceu como um banda de culto, e também uma banda reconhecida fora do país.

1. "Om" (08:47): Primeiro, uma introdução de teclado em alta, em seguida, um ritmo fluente com um som de teclado exuberante (sintetizadores, cordas, piano). O vocal em português soa forte e emocional. os truns climáticos numa "onda" mais Jazz-Rock apresentam o Moog e piano elétrico Fender Rhodes .

2. "Holocausto/Ultimo Raio Do Astro Dei" (10:53): Esta peça longa e alternada proporciona muitos momentos emocionantes:, partes de Jazz-Rock eletrizantes e vocais e piano maravilhosos. Há um duelo de clavinet elétrico e um grande solo no sintetizador. 

3. "Zephyrus" (02:50): O clima é de sonho com sitar e sons estranhos durante a introdução.

4. "Talisma" (8.44): Esta tem fortes ecos do Jazz-Rock sinfônico de Collosseum II com ritmos fluentes, guitarra elétrica, baixo poderoso Fender, teclados exuberantes e um grand finale com uma guitarra "flamejante" e grandes ondas coro-Mellotron, EXCELENTE!

5. "Ara" (04:54): Uma peça muito alternada, de "suaves" vocais emocionais e up-tempo com um solo de minimoog.

6. "Pi" (07:29): A introdução apresenta violão e piano, em seguida, um clima Jazz-Rock e grande trabalho de teclado.

É um disco muito especial e merece ser ouvido com muita atenção.


Tracks:
1. Om (8:47) 
2. Holocausto / Ultimo Raio Do Astro Dei (10:53) 
3. Zephyrus (2:50) 
4. Talisma (8:44) 
5. Ara (4:54) 
6. Pi (7:29) 
Time: 43:47

Musicians:
- To-Zé Almeida / drums, clarinet, tubular bells, marimba, percussion
- Americo Luis / bass
- Manuel Cardoso / guitars, sitar, lead vocals
- Pedro Luis / synthesizer, keyboards, mellotron
+
Additional musicians:
- Tony Moura / electric guitar, lead vocals
- Pedro Mestre / keyboards (6), choir (2)

Format: flac (image + cue) = 308 mb = Yandex
Format: mp3 (320 kbps) = 90 mb = Mega

Tantra - Holocausto [1978] - Portugal

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